Rotina e coisas afins

Hoje passei aqui depois de duas horas vagando pela internet, lendo, apreciando novidades, descansando e fugindo adiando ligar para família e resolver o assunto de se “vou ou não vou” visitá-los este fim de semana.

Questão é que fiquei pensando muito essa semana na tão afamada rotina. É, aquela que te faz viver quase todos os dias iguais no mesmo ritmo, que faz você sonhar com sua cama já na hora de acordar. E que te obriga a dar mil desculpas justificativas para não ir a casa daquele seu amigo, ou de visitar os pais, os avós e acabar ficando com a tal fama de “enrolado”.

Pois é, neste caso eu me encaixo perfeitamente e acrescento, aí sim, um fator decisivo que é a falta de grana no atual momento de readaptação que colabora na rotina semi autista na qual vivo.

Assim, não que eu seja uma pessoa suuuper sociável, mas já me vi mais movimentada no quesito relações públicas. Agora parece que o universo conspira para aquele período ogro. Mas eu gosto. Quer dizer, claro que há dias nos quais as paredes do apartamento parecem ter aquele efeito de desenho animado, que vão deslizando até expremer a pessoa todinha. Mas enfim, tô curtindo a fase casalzinho e o momento autista numa boa. 

O problema é explicar pra galera, especialmente a família, que eu além de não ter grana pra gastar com tanta viagem, não tô afim de ir lá na agência comprar a passagem, esperar o ônibus na rodoviária e esperar umas 3 horas no mínimo pra chegar na cidade natal e ficar até domingo à tarde e logo voltar pra rotina doida de trabalho 40 horas semanais, com pepinos que não sei porquê, ultimamente sempre param na minha mão.

Enfim, gostaria de ter o poder de tirar a frustração das pessoas por motivos assim, diretamente ligados à minha ausência e a sensação de que eu nem ligo pra elas. Mas não tem jeito, né? Então eu vou parar de enrolar, vou pegar o telefone e tentar explicar a situação, fazendo figa pra que ninguém queira me trucidar do outro lado da linha.

Fui. 

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