Pra lá de Marrakech

Marrakech in Morocco

Faz muito tempo que queria compartilhar aqui no blog a minha experiência de viagem a Marrakech, cidade do Marrocos ali bem pertinho de Casa Blanca e de Fez, capital daquele país.

Minha aventura foi em 2010, acompanhada do namorido e realizada através de muitas buscas em sites locais para acertar o vôo, a estadia e os pontos turísticos que não queríamos deixar de ver. A gente ainda é muito amador para organizar viagens, mas preferimos isto a entrar em pacotes promocionais de agências de viagem. Nada contra, apenas não nos encaixamos nesse esquema.

Como naquela época a gente estava em Barcelona o vôo saiu mais barato do que se estivéssemos no Brasil. Olhando rapidamente os sites uma passagem aérea hoje direto do Brasil sai muitíssimo caro. Tipo: em torno de mais de 4 mil pilas…(coisa que só a Globo faz por você na novela O Clone). Mas para nós, reles mortais, nos resta a sagacidade! Então, se a pessoa estiver afim de fazer uma viagem “pelazOropa” por exemplo, eu alto recomendo uma esticadinha ali em Marrakech, além de outras cidades que valem a pena. Se o cidadão compra a passagem já em continente Europeu, como eu fiz, sai numa economia considerável. Outra vez exemplificando: No site da Rumbo a gente pagou menos de 5o euros por cada  boleto saindo de Barcelona, mas no mesmo site comprando daqui dizendo lá nas caixinhas que você sairá de Madri por exemplo o preço é caro ainda, pois eles estão reconhecendo o número IP da sua máquina. Então, só pra deixar de trálálá e começar a falar sobre a cidade vermelha, retifico: seja sagaz, organize-se e compre algumas passagens estando já em solo europeu – seu bolso agradece.

Bem, já no avião começamos a notar algumas diferenças. As famílias maiores, as mulheres com vestimenta diferente e quando pousamos em Menara o choque cultural estava posto. Filas de gente falando uma língua enrolada, diga-se árabe e outros tantos com um francês meio arrastado. As duas línguas locais já fizeram uma boa reviravolta na cabeça. Soma-se ainda o fato de que os nativos daí falam muito com as mãos, como a gente, e de uma forma que parecem estar brigando o tempo to#impressãominhapeople#

Aeroporto

Já na negociação dentro do táxi fomos apresentados ao jeitinho barganha do local. Tudo, absolutamente tudo o que queríamos comprar foi na base da negociação. E meu povo, se você não gosta disso ou de assédio, não vá ao Marrocos. Eles tem esse sistema da barganha culturalmente e o fazem de forma habitual. Então, nada de ficar bravinho ou coisa parecida. Entre no jogo e tudo será uma festa. Lógico que alguns vendedores querem passar a perna, mas a gente já está acostumado com isso, né não? Então mais um ponto pra sagacidade na hora de visitar o Morocco.

Táxis da cidade

Assim, uma das coisas que mais me chamou atenção nessa viagem foi que a cidade é viva e pulsante! A medina que é a parte central é cheia de gente, e depois da oração das seis da tarde há um movimento incrível de pessoas, barraquinhas de comida, tatuadoras de henna, encantadores de cobra e coisas do gênero.

Praça Jamaa el Fna em fim de tarde
Barraca de especiarias
Mão besuntada de henna…a tattoo é o que fica depois que se tira o excesso.

Existe um café de esquina na Praça Jamaa el Fna que tem um terraço simples e foda que dá pra ver as pessoas lá embaixo e a Koutoubia (a  maior mesquita do Marrocos) com seu minarete imponente,  tomando um chazinho de menta ao anoitecer. E o céu, caramba! O céu de pôr do sol é fe-no-me-nal! Daí que junto disso e da cor das casas, Marrakech é chamada de cidade vermelha.

Minarete da Koutoubia

Passeamos então pela medina, ficando perdidos naquele labirinto de lojinhas e infinidade de mercadorias e cores do zoco! E eu, me segurando para não comprar coisas demais que não caberiam no avião de volta.

A experiência que tivemos nos deu a entender que os marroquinos, em geral, aprendem muitos idiomas pela necessidade do comércio pautado na barganha. A todo momento tem gente falando com você na rua, chamando, apresentando produtos, etc. Andando na primeira noite na  feira uma senhora tentou jogar um caô depois de fazer uma tattoo de henna, mas não colou e tudo ficou bem. Uma dica importante, é que a qualquer sinal de estafa ou coisa parecida, dizer que vai chamar a polícia causa um efeito imediato e resguarda o direito de todos. Mais uma vez afirmo, essas são impressões minhas.

Bom, passeamos muito, visitamos museus, parques, e faltou só o deserto com direito a camelos. Acabamos não indo no passeio agendado pelo Riad (hotel parecido a casa que ficamos) e não vimos essa parte que é super interessante. 

Falando em Riad…se você  não tolera muito lugares que parecem casa de sítio, então melhor gastar uma grana e ficar nos hotéis da cidade, que pelo visto não são muitos e são mais caros, porém com padrões mais ocidentais. Nós ficamos em um Riad, com direito a toda a decoração e dinâmica dos nativos e achei super tranquilo. 

Café da manhã no Riad
Porta do Quarto
Perto da mesquita

Sobre a comida…é uma experiência estupenda! Eu que nem sou tão comilona adorei a culinária local. Provamos algumas coisas, mas a que mais me chamou atenção foi o couscous e a sopa marroquina. Uau…uma delícia! Um pouco picante, mas maravilhoso. 

Sopa marroquina e Coca Cola em árabe.
Tapetes

Evitamos isso sim, por recomendação de muitos sites o uso da água sem ser de garrafa, e isso se estendeu aos sucos. Portanto, não conseguimos fugir muito da Coca-Cola (escrita em árabe) e da água mineral comprada em mercadinho. Ah, e um detalhe: pasta de dente e sabonete compramos a preço de ouro!

Palai Badi

Meninas caminhando.
Encantadores de cobra

Voltei com a sensação que precisava de pelo menos 2 dias mais para apreciar e viver aquele lugar. E sem dúvida é um passeio e tanto! Um dia volto a Marrakech, ah se volto! E mais…o objetivo é conhecer alguns cantos da Mama África e conhecer “pra lá de Marrakech”

Abaixo deixo a indicação de alguns lugares interessantes de serem visitados.

Praça Jamaa el Fna
O zoco (mercado aberto na medina onde fazer compras)
Mesquita de Koutoubia
Palacio Bahia
Medersa ben Youssef
Palacio Badi (restam só as ruínas e as cegonhas)
Museu de Marraquech
Tumbas Saadíes
Jardim de Menara
Jardim de Mejorelle
Estação de trem da cidade e toda a parte nova também valem a pena, além dos passeios em localidades vizinhas.
 

PS: Todas as fotos são do meu arquivo pessoal da viagem feita em 2010.

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Listening

Essa música  tem me acompanhado nessas semanas pilhadas…depois prestando atenção a letra tem muito a ver com a cabecinha dessa pessoa nos últimos dias.

Deixo ainda uma versão que também gosto muito de um cara que na minha opinião é interpretado muitas vezes de forma equivocada nessa nossa sociedade de tanta hipocrisia – Marilyn Manson. Se tem alguém que curte levanta a mão! Hehehe.

Uma pilha. Muito prazer!

Imagem

Há dias na vida da gente que a sensação é que estamos ligados na tomada, 220 volts 24 horas no ar. No meu caso parece com aquelas pilhas recarregáveis que a gente usa até acabar e daqui a pouco coloca lá na tomada pra renovar, sabe?

Há aproximadamente duas semanas que venho me sentindo assim, uma pilha! No meu trabalho é muito comum a galera dizer que “a gente pilha com isso, pilha com aquilo” e aí ontem tive o feedback de uns companheiros e a frase “tá com cara de sexta-feira, plantonista” me chamou a atenção! Costumo demonstrar meu stress com a falta de acessibilidade à minha pessoa, com a forma de falar meio imperativa e repetitiva, e com uma certa dissociação. Manuais de psicopatologia à parte, confesso que tá sendo difícil administrar esse caos interno. 

Vasculhando o que pode estar gerando tanto auê, penso que os hormônios tem uma forte responsabilidade nisso, afinal estou uma montanha-russa depois de interromper o Diane 35. Além disso, questões pessoais, o peso dos 6 meses no novo trabalho e novo ritmo de vida tem contribuído sim senhor. Mas minha gente, como consigo relaxar sem precisar tomar nada, nem ter que mudar radicalmente os fatores citados acima? 

Isso é só um desabafo mesmo. Não é nem reclamação, já que acredito que estou apenas identificando que algo não vai bem comigo e que desejo me sentir diferente e escrever sobre isso me alivia um tanto.

Espero que passe logo e que ninguém me coloque na tomada pra recarregar a pilha tão cedo!