DL – Mês de Agosto: Casa Negra

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Esperei com ansiedade para ler o livro do mês de agosto. Nunca tinha lido uma obra do Stephen King e como sempre me amarrei nos filmes baseados na sua obra, achei que seria amor à primeira lida. Mas não. Casa Negra me surpreendeu e me mostrou que é preciso um pouco mais do que ter simpatia pelas criações desse autor. 

O livro é denso, com uma infinidade de descrições minuciosas dos lugares, das pessoas, dos cheiros, dos acontecimentos. É visceral, diria. Parece que a gente está vendo a cena ali, na nossa frente. Mas de qualquer forma foi difícil engatar na leitura. Só consegui achar mesmo interessante depois das primeiras 300 páginas! Pois é, é um livro bem extenso e detalhista.

Para os marinheiros de primeira viagem, assim como eu, descobri que seria melhor ter lido o anterior, Talismã que te dá melhor a noção sobre os Territórios, e inclusive sobre os personagens. A história de Jack Sawyer, dos mistérios que o envolvem ficam mais interessantes se você já o conhecer antes.

O livro trata basicamente de uma série de assassinatos de crianças que estão ocorrendo na pequena e pacata cidadezinha de French Landing, atribuídas ao personagem do Pescador, e Jack é chamado para auxiliar no caso como policial. Daí se desenvolvem várias histórias paralelas que vão se unindo aos poucos e formando a longa trama do livro.

Não vou criar spoiler, mas de fato esperava mais do livro. Acho que o fato dele ter se desenvolvido de forma tão lenta me desanimou um pouco, e também porque esperava um mistério mais fantasmagórico, mais perverso talvez, do que li.

Enfim, é aquela coisa, encontros e encontros. Dessa vez meu encontro com Stephen King não foi dos melhores, mas teremos outras oportunidades. Fiquei curiosa sobre o Talismã.

E assim termino a leitura do DL do mês de agosto.

Besitos

Quase lá

Olás. Hoje queria contar pra vocês um pouquinho de como tem sido a conquista do nosso primeiro imóvel!

Pois bem, depois de passar um bocado de raiva indo de banco em banco, a gente avaliou que para nos beneficiarmos com as taxas de juros reduzidas da Caixa teríamos que criar uma conta salário, a qual não seria possível devido as instituições para as quais trabalhamos não realizarem essa forma de pagamento. Até conversei com o administrativo para saber das possibilidades, mas é fato, não teria uma conta salário. Daí que, sem a conta salário, as taxas normais da Caixa não estão assim tão atraentes e consegui melhores em outro banco. E além de melhores taxas também tivemos um melhor atendimento no Banco do Estado e por lá ficamos.

O imóvel que a gente encontrou e pelo qual nos apaixonamos está quase sendo nosso. Semana passada soubemos que a proposta do financiamento foi aceita, que não faltava nenhum documento e já efetuamos o pagamento referente a avaliação do imóvel pelo banco, a avaliação já passou e estamos no aguardo das outras etapas.

Nossa, que emoção doida. É um passo tão grande pra mim, que pensei que nem aconteceria, ou melhor, não imaginava que seria um ano e meio depois do meu retorno ao país. Com isso me sinto muito mais confiante. E é engraçado que é um passo que tem me dado ainda mais a sensação de que pertenço ao mundo adulto, sabe? Pode parecer bobagem já me sinto adulta há tempos, mas confesso que nunca me preocupei muito com as coisas que normalmente os adultos costumam se preocupar. Não quero dizer com isso que sou infantil ou coisa parecida, não. O que sinto é que esse estilo de vida mais estável e de responsabilidades financeiras desse porte estavam mais distantes. Sempre fui muito simples e básica, e…cigana! Hehehe. Então, toda essa mudança pra mim é uma baita diferença na vida.

Percebo que tenho trabalhado em mim para não pirar com a compra do apartamento, porque essa será minha segunda escolha que pode gerar algo pra vida toda. A primeira foi o casamento. E vocês verão: sou aquariana, e meu ascendente em virgem deve estar meio dormido porque me sinto toda éter! Nem tatuagem faço porque posso enjoar no segundo dia! Imagina ter uma casa e uma dívida de muitos anos! Mas, se tem algo que alivia meu stress das coisas fixas é o meu aluguel mensal desde que tinha 17 anos e saí da casa dos meus pais para estudar.

 Então, colocando os pesos na balança, pensando com a cabeça mais fria e os pés no chão, percebi que investir no apartamento agora é a melhor opção pra gente, e que se os nossos planos de voltar a morar fora vingarem a gente tem uma garantia a mais de que tudo pode dar certo. Afinal alugar ou vender é sempre uma opção. Aí meu medo das coisas fixas vai ficando bobinho e eu mais firme e feliz.

Por conta disso tenho devorado sites e blogs de decoração, só pensando no cantinho que a gente vai ter daqui a pouco. Não canso de ver, gente! E justo agora com tanto gasto estou adorando a possibilidade de reutilizar coisas, reciclar outras para não deixar de ter um lar aconchegante, mas sem gastar horrores. Indico o dcoração, da ViviannePontes com idéias ótimas e também o Decorviva, da Vivi Visentin super antenado. Tenho mais uma porção de locais que tenho visitado, mas vou colocando aos poucos pra não ficar pesado.

É isso. Desejo que o fim de semana seja leve e com muita energia boa 😉

 

 

 

Xô preguiça

Domingo, pós-chuva, solzinho tímido e bonito lá fora e eu com uma preguicinha gostosa. Ao contrário, ontem o dia foi bem molhado, mas mesmo assim não desanimei e saí para resolver algumas pendências e finalmente aproveitei para comprar todo o meu equipamento para começar a natação. É meu povo, finalmente vou dar o pontapé inicial para espantar o sedentarismo que ainda reina na minha vida.

Achei desse na Magia do Mar

Outro dia estava conversando com uma colega de trabalho que sempre me dizia que iria começar algum exercício e a gente já fazia até piada disso, e naquele dia ela me confirmou que já estava na academia, e que também queria nadar. Ia conhecer o clube depois do horário de trabalho e me ofereci pra ir junto. Foi aí que, ao me deparar com a piscina, lembrei o quanto eu sempre gostei de nadar, o quanto era divertido ficar na água. Criei coragem e estou me organizando para começar na segunda-feira, ou seja, amanhã. Agora acredito que vai! Já comprei o maiô, a touca e os óculos.

Delícia, não é?

Além disso, eu e Henrique estamos com o P90X engatilhado para começarmos a fazer especialmente exercícios de cardio para queimar mais umas gordurinhas. Pra quem não conhece é um programa de exercícios programado para 90 dias desenvolvido por Tony Horton e Beachbody. É um intenso programa de exercícios para casa que combina treino cardiovascular, musculação e treino de resistência, yoga, pliometria e alongamentos para melhorar a coordenação, flexibilidade, e força. Conheci esse programa através do blog Pensando Magro, da Camilla Pires. Aliás, super recomendo que vocês conheçam a Camilla porque ela tem uma história bacana de motivação e superação que tem inspirado um bocado de gente, eu incluída 😉

Ah, e ainda tem uma novidade super bacana: Aqui em casa vamos participar da Corrida das Cores que vai acontecer em Vitória no mês de Outubro. Vocês conhecem esse evento? Deixo aí pra vocês o vídeo. Gostei muito do conceito e espero que seja bem legal!

Bem, vejo que pouco a pouco estou conseguindo realizar pontos muito importantes da minha Lista das 101 coisas. E não digo isso pelo simples fato de cumprir itens de uma lista, mas sim porque são coisas que eu valorizo e que realmente quero concretizar. Acredito que independente da forma que adotamos pra alcançar aquilo que queremos, o importante é não desistir e também não forçar a barra, quando vemos que nossos objetivos mudaram no meio do caminho.

E que comece a semana!

DL 12 – Julho: O grande mentecapto, de Fernando Sabino

Este mês que acabou foi uma boa surpresa ler O Grande Mentecapto, de Sabino. Leitura agradável, divertida e ao mesmo tempo crítica que deu gosto de ler! 

Não sei porque mas antes do DL nem lembrava dessa obra, e de verdade que foi uma surpresa boa. A narrativa sobre a história de Geraldo Viramundo, lá no interior de Minas Gerais é muito bem relatada pelo autor, que em muitos trechos dialoga com o leitor de modo a dar um ar contemporâneo a narrativa, de um jeito bem descontraído.

Viramundo começa a vida causando rebuliço por onde passa, desde a sua cidade natal até o último lugar por onde passou. O personagem vive muitas aventuras e de maneira muito espontânea gera nos povoados e lugares por onde passa uma série de eventos que mexem na estrutura dos habitantes locais. 

De moleque residente em Rio Acima, Viramundo vira seminarista, e depois de ser banido do seminário vive intensamente seu amor platônico pela filha do Governador Ladisbão. Desde então vai parar no hospício, se torna candidato a prefeito, depois vai parar no Esquadrão de Cavalaria e após descobrir que seu amor por Marília era mesmo não correspondido cai numa sucessão de desventuras. Passando a conviver com fantasmas, meretrizes e novamente com os loucos até o início do desfecho do livro que retoma a família, sua relação com a Igreja e seu entendimento de que sempre lutou pelo bem de todos, mesmo sem o reconhecimento da maioria.

O livro de fato foi um bom encontro! Simpatizei com Viramundo e mesmo não tendo vivido a metade de suas aventuras e desventuras, me vejo muito nesse movimento dele, itinerante e meio sem noção. Não é à toa que o nome do meu blog é DEVIRCIGANO. Lendo tal narrativa fiquei me perguntando como seria bom ter mais Viramundos neste mundo véi sem porteira! Gente simples e ao mesmo tempo culta, que fala o que pensa e age mais naturalmente e que luta por aquilo que acredita! Ah, Viramundo, você faz falta, não só lá em Minas Gerais, mas nesse país inteiro!