Seja bem vindo Outubro!!!

Tenho muitos planos para esse mês, e espero que ele seja generoso comigo. Provavelmente neste mês a gente vai realizar um dos nossos sonhos, que é mudar-nos para a nossa casinha, nosso apartamento fofo. 

Além disso tem a rotina diária que espero seja suavizada pela primavera que acabou de apontar por aí. 

Desejo mesmo que outubro seja lindo, um mês leve, colorido como a corrida das cores que me espera logo mais.

Beijinhos e bom início de semana pra tod@s nós! 😉

 

DL 2012 Setembro – As brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley

Ler As Brumas de Avalon foi um prazer nesse mês de setembro. Para quem ainda não conhece, afirmo que vale muito a pena. Entregar-se ao mundo dos mistérios da Bretanha e dos personagens tão fascinantes dessa obra me fez passar os dias de uma maneira mais leve do que o habitual. 

A história se passa na Grã Bretanha no início da era cristã quando os druidas ainda tinham espaço na sociedade e lutavam pela permanência de seu culto e pela participação nas escolhas políticas daquele lugar. 

Morgana, a grã sacerdotisa druida é quem nos conta a maior parte da história que se inicia com sua mãe, Igraine, sua tia Viviane e Merlim, influenciando a sucessão do trono e os caminhos da religião em suas terras.

Após o casamento de Igraine com Uther Pendragon – o rei, Morgana é deixada de lado junto ao seu meio irmão Arthur que virá a ser também o grande Rei. Morgana vai viver em Avalon para ser iniciada como sacerdotisa e daí a narrativa segue com todos os acontecimentos que marcaram a personagem. 

Já no primeiro livro, que foi o que eu li para o DL 2012, aparece a figura de Lancelote, de Gwenwyfar, de Kevin – o Brado e dos cavaleiros de Arthur que formarão a Távola Redonda.  

O que mais me chamou atenção no livro foram as passagens sobre a religião druida, seus rituais e sua oposição quase pacífica ao cristianismo. Foi interessante também observar o código de ética que geria os cavaleiros e também a vida naquela época. Tudo muito rígido, ritual, sofrimentos que eram sentidos de forma muito escondida e com toda a alma. O que era dito era o mínimo e o extremamente necessário. Chamou minha atenção isso. Hoje a gente fala tanto e nada ao mesmo tempo…

Enfim, gostei muitíssimo da leitura, viajei pelas paisagens de Avalon, com suas brumas, mistérios e rotina. Viajei também nas lutas de uma época em que menos se sabia o que era paz do que nos nossos dias. 

Recomendo a leitura e fico agora na curiosidade do restante da trilogia.

Ah, e só uma coisa mais a acrescentar: essa é uma versão feminina sobre a história, escrita por Marion Zimmer Bradley. A saga também foi retratada por Bernard Cornwell, de uma maneira mais realista, quase concreta. São dois pontos de vista que valem a pena serem conhecidos. Amei ambas as formas de contar essa história tão instigante que é a lenda do Rei Arthur. E para aqueles que gostam de filme, embora não tão brilhante como as leituras, nem fiel à escrita da autora, há uma versão que leva o nome do livro, feito em 2001 que pode ser uma boa pedida.