#memejaneiro

O meu jeito de salvar um dia ruim

Vamos lá para o nosso último meme do mês. A pergunta é bem interessante e eu me dei conta de que normalmente eu, infelizmente, não tento salvar um dia ruim. Nos últimos meses a quantidade de dias ruins tem sido maior do que a que eu gostaria que fosse, e acho que estou muito conformada e acabo não fazendo muito pra melhorar. Mas pensando nas vezes que fiz alguma coisa, posso afirmar que ir pra natação no ano passado (esse ano ainda não voltei) era uma forma de salvar parte do dia ruim. Jogava toda minha frustração e também cansaço ali, e quando saía estava muito melhor. Além de nadar, costumo dormir. Mas isso não me parece salvar muita coisa, não é? Ixi, acho que eu to precisando fazer alguma coisa a respeito! 

Lembrei que há muito tempo atrás li um livro que já não lembro o nome, e era tipo uma história por página, e numa delas contava sobre uma mãe que costumava comemorar os dias ruins. Tipo, deu tudo errado, ela fazia um bolo, ou levava os filhos para comer uma pizza e comemorar o dia que deu errado, para que os próximos fossem mais leves. Achei a idéia super, mas confesso que nunca consegui tamanha sensatez para isso.

Fiquei curiosa agora. Quero saber o que as outras Luluzinhas fazem para salvar um dia ruim. Assim eu posso me inspirar, porque como o objetivo não é mentir no meme, eu não tenho muita carta na manga nesse assunto!

Quero terminar esse #memejaneiro dizendo que fiquei muito satisfeita em participar, e que realmente, a partir daí consegui me animar em postar mais, mesmo sem ter muito feedback de quem passa por aqui. Um abraço a tod@s.

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Tarantino que te quero Tarantino

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Terceiro filme do ano visto no cinema, e uma surpresa muito boa. Não que eu achasse que Tarantino tivesse que surpreender. Na verdade, eu é que fui sem muitas expectativas, mesmo o filme sendo dele. E, uau! Saí super feliz por ter sido convidada pelo marido a ir assistir a mais essa obra prima de Tarantino.

To falando de Django Livre, uma história que toca o tema do preconceito racial, com muito sangue, trilha sonora foda, atuações brilhantes e enredo que me deixou atenta do início ao fim. A vingança dessa vez vem pelo motivo da escravatura e todos os seus absurdos. O estilo western agora veio com força total, no figurino, fotografia, música e tudo mais.

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A história trata de um escravo liberto (Jamie Foxx) que por seu passado acaba se encontrando com um caçador de recompensas alemão, o Dr. King Schultz (Christoph Waltz) com quem trava uma parceria e com quem vai organizar um plano de resgate de sua esposa  Broomhilda (Kerry Washington), ainda escravizada na fazenda Candyland, do poderoso Calvin Candie (Leonardo diCaprio). Lá os dois acabam levantando as suspeitas de Sthepen (Samuel L. Jackson), o escravo de confiança de Candie. Bom, o restante é coisa de ver. 

Só digo uma coisa: Você não vai se arrepender de assistir!

Ah, parece que Django já teve outras versões, uma em 1966 e outra em 1987  dirigidas por Sergio Corbucci. A versão de Tarantino não é um remake tal qual, há elementos distintos, mas a base é a mesma – vingança e ambientação western. 

 

Highway

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A gente cresce, aprende a se virar sozinho, termina a faculdade, trabalha, vive uma porção de aventuras (amorosas ou não) e finalmente consegue se reconhecer como adulto. Aí, quando tudo parece estar entrando nos eixos de vez, vem as outras crises dessa estrada da vida! E a gente pira!

Acredito estar passando por um momento desses e depois de refletir decidi que vou falar um pouco disso por aqui, como uma maneira de dar contorno ao que ainda está muito disforme e me deixando angustiada. Não considero isso como mimimimi, mas se não se sentir à vontade com os relatos, “no problem“, este blog não é um diário. Você pode voltar outras vezes para apreciar outros posts. Mas se não liga pra isso, me acompanhe, por favor. A gente vai ter muito o que trocar.

Tudo começou a ficar mais vivo com a chegada do meu aniversário de 33 anos. Pois é, 33! Confesso que assusta um pouco, mas não é algo negativo. É que a gente normalmente esquece mesmo que não vai ter a mesma idade, a mesma energia pra sempre. E quando o biológico começa a te dar o tom pra algumas coisas a gente toma um sacode bem legal. Mas como ia dizendo: A proximidade do níver trouxe um monte de pensamentos, de desejos, e aí voltei pra minha lista de 101 coisas e percebi o quanto tem uma porção de itens ainda por realizar. Aí foi inevitável, rememorei 2012 e o quanto eu ralei deixando pra trás a diversão. Foi por isso que uma das minhas metas pra 2013 é poder me divertir. Daí que comecei a pensar no quanto eu ando incomodada com o meu fazer, com a minha profissão. Isso é algo muito pessoal mesmo, fruto da minha caminhada e de sei lá quantas coisas mais, e é de fato, um pneu queimado na minha estrada. Não tenho problemas em enfrentar crises, o meu problema é que agora, justamente agora, eu não sei mesmo o que tá acontecendo e não tenho a menor ideia de como sair do incômodo. Percebi que o não saber é que me deixa louca, porque faz com que eu não saia do lugar. Não sei bem o porquê to cansada para além do esperado, não sei bem o motivo de não me sentir realizada com a psicologia depois de 10 anos de formada! Mas suspeito que ter escolhido uma área específica eu não esteja vendo muito sentido na minha intervenção na vida das pessoas. É como construir belas esculturas na areia e ver o mar destruir tudo a cada vez e sempre. Estaria ótimo se eu fosse artista, mas eu sou psicóloga e acredito na importância de exercer um trabalho que faça a diferença. E não tenho sentido isso ao longo do tempo. É, eu trabalho com execução de políticas públicas, e no Brasil as políticas sociais, apesar de existentes ainda não são tão importantes para quem administra a coisa pública. As pastas mais importantes do governo (de todos os níveis) não contemplam as políticas sociais como chave. Normalmente são chave para outros objetivos, não para o que realmente deveria ser. Talvez esse seja o principal motivo do meu desânimo. Cansaço de remar contra a maré. 

Sei que o post tá gigante e se alguém chegou até aqui, agradeço. E vou te dar um descanso. Essa é só a ponta do iceberg. Ainda tem mais pra remexer. E eu espero fazer isso até encontrar uma luzinha. Algo que me faça sentir alívio e saber que as coisas tem um norte.

Enquanto isso, vou aprendendo a relaxar e a me divertir um pouco.

#memejaneiro

Quais são seus ídolos e o que eles revelam sobre você?

A pergunta de hoje é meio estranha pra mim, porque na realidade eu não considero ninguém como meu ídolo, assim, tal qual, sabe? Fiquei me perguntando que personalidades eu poderia incluir como ídolos para a resposta do Meme. Segundo a Wikipédia (tá peguei o caminho mais curto, e dái?)essa palavra significa:

“Um ídolo (do grego antigo εἴδωλον, “simulacro”, derivado de εἶδος, “aspecto”, “figura”) é, originalmente, um objeto de adoração que representa materialmente uma entidade espiritual ou divina, e frequentemente é associado a ele poderes sobrenaturais, ou a propriedade de permitir uma comunicação entre os mortais e o outro mundo.” É assim, uma espécie de adoração. Então, cheguei à conclusão que eu não tenho ídolos. Tenho sim, pessoas públicas que também admiro, seja por sua postura frente ao mundo, ou por conta do seu trabalho, e claro, tem os que admiro só pelo fato de serem colírio para os meus olhos.

Alanis-Morissette-PerfectA primeira pessoa que me veio à mente foi a Alanis Morissette, que é uma cantora que eu acompanhei durante muito tempo, e que, especialmente durante os meus vinte e poucos anos era minha referência. Alanis que cantava o que sentia, mesmo quando o que tinha por dentro rasgasse a alma. Uma cantora que defende o meio ambiente, como eu, e que buscava encontrar a si mesma no meio do caos. Acredito que gostar dela pode dizer do quanto valorizo esse tipo de coisa. Hoje me sinto mais centrada, mas naquela época, fazia muito mais sentido escutar aquela música.

Outra pessoa que admiro muito pelo trabalho que faz,  é o Hayao Miyazaki. Ele criou o Totoro, a Princesa Mononoke, A viagem de Chihiro, Ponyo e outras belezas incríveis. Ele figura nos meus ídolos porque é uma daquelas poucas pessoas que consegue trazer leveza, beleza e crítica ao mundo, tudo ao mesmo tempo. Admiro essa capacidade, porque pra mim é muito difícil ser assim no mundo. Então, eu tento me aproximar daquilo que me é mais caro e distante de alcançar como forma de me espelhar também e aprender um pouquinho. Quero muito aprender mais dessa leveza que a gente vê nas obras do Miyazaki.

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Pois, é. Aí vem as pessoas que admiro porque tem um impacto no mundo através de suas escolhas pelo coletivo, por sua alma revolucionária. Eu não sou uma revolucionária tal como se entende. Minhas revoluções são microscópicas, muito do meu cotidiano, mas nem por isso menos válidas. Porém acredito no poder do coletivo, na importância de promover mudança, ser mudança.

Para mim, o Subcomandante Marcos, principal porta-voz do movimento zapatista mexicano (EZLN) é um ícone revolucionário da atualidade. Alguém que escolheu a causa indígena e se coloca como um “sem rosto” a mais dentre os que exigem democracia, liberdade, terra, pão e justiça para aquele povo. Não se sabe muito sobre a identidade daquele que se denomina Subcomandante Marcos, mas sabe-se bem a que veio, e o que quer. Admirável! Vou guardar pra sempre meu cachecol do movimento zapatista, que foi  presente do marido que ganhou quando foi a Chiapas participar de uma ação.

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Além dele tem a Simone de Beauvoir, escritora, filósofa e feminista francesa do séc. XIX. Puxa, minha paixão com ela veio tarde já…depois que me mudei pra Barcelona entrei mais em contato com a obra dela, com os movimentos feministas, transexuais, glbts que se inspiram na famosa frase: “Não se nasce mulher, torna-se”. Ela me ajudou muito na minha dissertação do mestrado e na minha revolução interna. Admiro muito o trabalho de Beauvoir, e ela em si. Imagina o que deve ter sido ter esse espírito naquela época? Hoje em dia vemos ainda tanto machismo, tanta opressão do feminino. Imagina como foi difícil manter-se firme e não desistir de escrever e de demonstrar o que pensava. Isso é revolução!

Simone de Beauvoir

O post tá enorme pra quem não tem ídolos, mas aí vai mais um figurinha que eu admiro pra caramba! Neil Gaiman. Esse cara é contemporâneo e consegue viajar entre mundos impensados. É incrível sua capacidade de criação, de abstração e ao mesmo tempo de reunir tanta beleza ácida ao mesmo tempo! Sandman e os Perpétuos para mim é sua obra prima, mas já li outras coisas dele maravilhosas também. Gaiman é tipo “o mestre” pra mim. O conheci lá pelos idos 2001 quando estava quase terminando a faculdade, e foi amor à primeira vista. Sem volta atrás. PICEDITOR-AGE

Pois é, achei minha lista meio nerdona demais, mas é isso mesmo. É o que eu admiro. Talvez isso é algo que se pode concluir dos meus ídolos. Quis explicar um pouco o que cada um me inspira porque assim acho que explico melhor o que me afeta, e o que eles revelam de mim.

É claro, gente, que eu também tenho minha lista de atores que amo de paixão. Lindos e lindas que além de talentosos, arrancam-me suspiros. Mas deles não tenho muito mais a dizer que isso. Para que não fiquem na curiosidade, meus atores favoritos hoje são: Johnny Depp e Natalie Portman, sem muitas delongas que é pra não virar uma lista infinita.

E aí, o que acharam? Vou dar uma olhada nas outras Luluzinhas para ver o que anda rolando do meme pela rede.

Uma boa semana para tod@s nós 🙂

#memejaneiro

Para escrever este post levei um tempo, pois quis mesmo resgatar na memória tanto livros como filmes que haviam sido significativos. Elegi critérios simples para não colocar aqui uma lista infinita e tornar o post sem sentido. Escolhi 3 filmes e 3 livros que marcaram uma diferença na minha vida, já seja de uma época específica, estilo que eu desconhecia e passei a gostar, ou que me trouxe alguma reflexão que foi a ponta do iceberg para mudanças notáveis no meu modo de vida. Então vamos a pergunta da semana:

Quais livros ou filmes marcaram a sua vida?

reino-colorido-da-crianca-compacto-de-vinilO primeiro livro que escolhi foi na verdade a coleção ilustrada de livros infantis da década de 80 que vinha em 3 volumes de histórias e lendas de todos os continentes e mais um volume com disquinhos de vinil com algumas das histórias.

Esse foi o meu primeiro contato direto com a leitura. Antes   minha mãe  me contava as histórias de Aladin,  as Mil e Uma noites, de um livro do meu avô. Mas a  coleção Reino Colorido da Criança é muito especial para mim pois foi a partir dali que eu construí meu amor pelos livros, pela literatura. E foi com ele que comecei a desenvolver esse desejo enorme de conhecer outras culturas. Até hoje minha mãe tem esses livros guardados e cada vez que  olho pra eles me sinto muito agradecida por esse começo tão bom.

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O outro livro que marcou uma época para mim foi A Rainha da Tempestade, de Marion Zimmer Bradley e até ja comentei no blog que este é um livro que gostei muito de ler. Mas o escolhi para responder o post não só porque foi um livro especial, mas porque ele me ajudou a passar por um momento difícil na minha vida. Uma época em que eu não me sentia motivada a nada. À medida que fui entrando na fantasia da leitura fui elaborando muitas coisas que precisava mudar na minha vida e por esse motivo destaco esta obra de Bradley.

Por fim, o último livro que escolhi foi na verdade uma trilogia de Bernard Cornwell chamada As Crônicas de Artur, composta dos livros: O Rei do Inverno, O Inimigo de Deus e Excalibur.

Também já falei dessa coleção por aqui, mas não tinha como não escolhê-la para representar a pergunta do meme. O fato é que quando comecei a ler o Rei do Inverno minha vida estava numa espiral louca de estudos intensivos do mestrado e trabalho duro com muitas horas de trânsito. E esse livro foi o primeiro de uma companhia super agradável. Era uma época de realismo demais, de coisas muito concretas, e a história que ao mesmo tempo mágica era palpável e possível me prendeu de vez. Mesmo lendo a versão de Bradley, que é mais feminina, a versão do Rei Artur e sua corte contada por Cornwell me fez admirar ainda mais a história dos povos antigos da Bretanha.

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Bem, agora falando de filmes…Selecionei três, de épocas diferentes da minha vida, e que também contribuíram para mudar minha percepção sobre algumas questões.

Em primeiro lugar e mais antigo está Os fantasmas se divertem, de Tim Burton. Quem não se lembra dessa obra prima da década de 80? Pois este filme me fez admirar o humor ácido e a estética louca de Burton para sempre. Quando eu era criança dava um pouco de medo (dava?hehehe). Gostava de coisas mórbidas, cores escuras, caveiras, histórias sobre a morte, etc…Quando vi pela primeira vez esse filme foi como se pensasse: “ah, tem mais gente doida como eu nesse mundo!’ Pessoas que fazem filmes como aquele, atores que aceitam papéis que lhes caem como luva, mesmo sendo bizarros. Definitivamente Os Fantasmas se divertem imprimiu em mim um estilo a seguir.

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Depois dele, vem um filme que vi por conta da faculdade. Época de conflitos internos e externos super intenso. A excêntrica família de Antonia é uma obra holandesa de 1995, difícil de encontrar, mas que vale mega a pena. Conta a história de uma matriarca chamada Antonia e suas três gerações posteriores. É um filme feminino que fala da vida, dos ciclos da vida, da morte, das dificuldades, da aceitação e convívio com o diferente e da felicidade simples.

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Por fim, meu último filme escolhido foi O Albergue Espanhol, um filme francês de 2001 que conta a história de vários jovens de países diferentes que vivem histórias super divertidas em Barcelona. O personagem principal é Xavier, um jovem francês confuso que mergulha na experiência através da Bolsa Erasmus. Olha, vocês podem ver que não são filmes “cabeção”, embora o segundo seja bem cult. Fato é que o Albergue Espanhol me fez apaixonar pela cidade mediterrânea de Barcelona e dali começou toda a minha saga que se concretizou em janeiro de 2008. Desde a primeira vez que vi no Metrópolis aquele filme (voltei outras duas vezes no cinema) enlouqueci de vontade de viver pelo menos a metade daqueles conflitos todos, daquelas loucuras. E a coisa foi tão séria que realmente me dediquei ao máximo e hoje eu tenho histórias pra contar daqueles mesmos cenários que apareceram no filme. Pra mim isso é magia!

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É isso. O que acharam das minhas escolhas?

Daqui a uns dias tem mais #memejaneiro