#memejaneiro

Para escrever este post levei um tempo, pois quis mesmo resgatar na memória tanto livros como filmes que haviam sido significativos. Elegi critérios simples para não colocar aqui uma lista infinita e tornar o post sem sentido. Escolhi 3 filmes e 3 livros que marcaram uma diferença na minha vida, já seja de uma época específica, estilo que eu desconhecia e passei a gostar, ou que me trouxe alguma reflexão que foi a ponta do iceberg para mudanças notáveis no meu modo de vida. Então vamos a pergunta da semana:

Quais livros ou filmes marcaram a sua vida?

reino-colorido-da-crianca-compacto-de-vinilO primeiro livro que escolhi foi na verdade a coleção ilustrada de livros infantis da década de 80 que vinha em 3 volumes de histórias e lendas de todos os continentes e mais um volume com disquinhos de vinil com algumas das histórias.

Esse foi o meu primeiro contato direto com a leitura. Antes   minha mãe  me contava as histórias de Aladin,  as Mil e Uma noites, de um livro do meu avô. Mas a  coleção Reino Colorido da Criança é muito especial para mim pois foi a partir dali que eu construí meu amor pelos livros, pela literatura. E foi com ele que comecei a desenvolver esse desejo enorme de conhecer outras culturas. Até hoje minha mãe tem esses livros guardados e cada vez que  olho pra eles me sinto muito agradecida por esse começo tão bom.

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O outro livro que marcou uma época para mim foi A Rainha da Tempestade, de Marion Zimmer Bradley e até ja comentei no blog que este é um livro que gostei muito de ler. Mas o escolhi para responder o post não só porque foi um livro especial, mas porque ele me ajudou a passar por um momento difícil na minha vida. Uma época em que eu não me sentia motivada a nada. À medida que fui entrando na fantasia da leitura fui elaborando muitas coisas que precisava mudar na minha vida e por esse motivo destaco esta obra de Bradley.

Por fim, o último livro que escolhi foi na verdade uma trilogia de Bernard Cornwell chamada As Crônicas de Artur, composta dos livros: O Rei do Inverno, O Inimigo de Deus e Excalibur.

Também já falei dessa coleção por aqui, mas não tinha como não escolhê-la para representar a pergunta do meme. O fato é que quando comecei a ler o Rei do Inverno minha vida estava numa espiral louca de estudos intensivos do mestrado e trabalho duro com muitas horas de trânsito. E esse livro foi o primeiro de uma companhia super agradável. Era uma época de realismo demais, de coisas muito concretas, e a história que ao mesmo tempo mágica era palpável e possível me prendeu de vez. Mesmo lendo a versão de Bradley, que é mais feminina, a versão do Rei Artur e sua corte contada por Cornwell me fez admirar ainda mais a história dos povos antigos da Bretanha.

bernardcornwell

Bem, agora falando de filmes…Selecionei três, de épocas diferentes da minha vida, e que também contribuíram para mudar minha percepção sobre algumas questões.

Em primeiro lugar e mais antigo está Os fantasmas se divertem, de Tim Burton. Quem não se lembra dessa obra prima da década de 80? Pois este filme me fez admirar o humor ácido e a estética louca de Burton para sempre. Quando eu era criança dava um pouco de medo (dava?hehehe). Gostava de coisas mórbidas, cores escuras, caveiras, histórias sobre a morte, etc…Quando vi pela primeira vez esse filme foi como se pensasse: “ah, tem mais gente doida como eu nesse mundo!’ Pessoas que fazem filmes como aquele, atores que aceitam papéis que lhes caem como luva, mesmo sendo bizarros. Definitivamente Os Fantasmas se divertem imprimiu em mim um estilo a seguir.

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Depois dele, vem um filme que vi por conta da faculdade. Época de conflitos internos e externos super intenso. A excêntrica família de Antonia é uma obra holandesa de 1995, difícil de encontrar, mas que vale mega a pena. Conta a história de uma matriarca chamada Antonia e suas três gerações posteriores. É um filme feminino que fala da vida, dos ciclos da vida, da morte, das dificuldades, da aceitação e convívio com o diferente e da felicidade simples.

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Por fim, meu último filme escolhido foi O Albergue Espanhol, um filme francês de 2001 que conta a história de vários jovens de países diferentes que vivem histórias super divertidas em Barcelona. O personagem principal é Xavier, um jovem francês confuso que mergulha na experiência através da Bolsa Erasmus. Olha, vocês podem ver que não são filmes “cabeção”, embora o segundo seja bem cult. Fato é que o Albergue Espanhol me fez apaixonar pela cidade mediterrânea de Barcelona e dali começou toda a minha saga que se concretizou em janeiro de 2008. Desde a primeira vez que vi no Metrópolis aquele filme (voltei outras duas vezes no cinema) enlouqueci de vontade de viver pelo menos a metade daqueles conflitos todos, daquelas loucuras. E a coisa foi tão séria que realmente me dediquei ao máximo e hoje eu tenho histórias pra contar daqueles mesmos cenários que apareceram no filme. Pra mim isso é magia!

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É isso. O que acharam das minhas escolhas?

Daqui a uns dias tem mais #memejaneiro

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