La máquina del tiempo, de Herbert George Wells.

Todos sabemos que estou super atrasada com meu DL 2011 e não conseguirei atingir meu objetivo total, mas fico feliz de não ter desistido por completo.

Hoje trago a resenha curtinha do livro La máquina del tiempo, da edição de 1995 da Editora Anaya, em espanhol.

Esta foi uma leitura que me surpreendeu um bocado. Desde criança amo ler sobre histórias de viagem no tempo, e a sensação que eu tive ao escolher o livro é que esta seria uma super aventura. Mas o livro de Wells é um pouco mais “profundo” do que eu imaginei. 

Basicamente a história é uma narrativa de um “viajante do tempo” sobre uma experiência que ele afirma ser real e que o leva a vislumbrar épocas futuras nas quais ele se depara com uma humanidade “estranhamente evoluída”. Segundo seus relatos aos companheiros, sua aventura o levou a conhecer a uma humanidade mais sensível, sem tantas necessidades primárias mas com uma débil formação social. O viajante descobriu ainda a segregação de uma outra parte da humanidade, mais violenta, primitiva como os humanos atuais e deformada pela exclusão.

É uma obra maestra, sem dúvida. Achei bacana o tom político de muitas passagens, a simpatia declarada do autor pelo comunismo e uma forma mais justa de viver em comunidade.

A máquina do tempo não foi uma leitura que fluiu facilmente, mas da qual fui gostando pouco a pouco lá pela metade do livro. Acho que eu esperava algo mais fantástico e foi legal descobrir a crítica social nesta obra de ficção científica.

Anúncios

Desafio Literário – Livro As Aventuras de Tom Sawyer

O livro reserva que escolhi para este mês foi As aventuras de Tom Sawyer, leitura que já havia começado anos atrás mas que deixei pelas metades e graças ao DL2011 arranjei um lugarzinho pra ele na agenda.

A história acontece na pequena cidade estadunidense de Sant Petersburg do séc. XIX  onde Tom Sawyer, educado por sua tia Polly, cresce e apronta todas as suas “diabruras” de menino levado e incorrigível. Ele tem o “dom infantil” de ser curioso e de ver o mundo de uma maneira muito diferente a dos adultos à sua volta e muitas vezes parece simplesmente que é um garoto malvado. Na verdade o que eu senti lendo este livro foi uma mistura de bondade e perversidade na figura deste personagem e isso me fez lembrar da característica própria da infância. Sejamos realistas: existe ser mais perverso e ao mesmo tempo mais doce do que uma criança? Se ficar difícil pensar nisso é só lembrar das coisas que as crianças costumam falar e que desconcertam os adultos!

Enfim, a história é cheia de aventura e de perigos, e Tom Sawyer está sempre acompanhado dos seus amigos Joe Harper e  Huckleberry Finn que formam um grupinho pra lá de arretado com sua mania de serem piratas um dia.

Uma outra parte bacana é quando ele se apaixona por Becky Thatcher, colega de escola dominical e de colégio. As cenas dos dois na fase de “namorinho de pegar na mão” é tudo de bom! E depois da última aventura em que vão juntos e passam momentos de tensão e cuidado mútuo…adorei a nobreza que aparece no menino que todo mundo vê como endiabrado!

Além desses personagens ainda tem o índio Joe que me serviu para lembrar que o ranço racista do estadunidense e os conflitos entre etnias de hoje tem suas raízes muito bem fincadas naquela época de que trata o livro. Em poucos momentos o índio é colocado na história como pessoa digna. É mesmo como um “bicho raro”, como dizem aqui na Espanha, ou seja uma coisa esquisita que ninguém se atreve a aproximar muito e de que todos têm medo.

Pra terminar, o carinho e a insistência da tia Polly por educar e amar a esse menino tão difícil de entender que é o Tom Sawyer , me fez pensar nos pais, mães, tias, avós que cada dia se esforçam por dar algo de bom a suas crianças mesmo quando essas fogem do ideal de bondade, obediência e civilidade que todo mundo quer pra si.

Resumindo, uma leitura gostosa que amei ter terminado depois de tanto tempo esperando na estante, e que me proporcionou momentos de boas lembranças da minha infância no interior e boas reflexões sobre ser criança hoje em dia.

ps: A leitura de Tom Sawyer foi mais fluida que a de Emily porque estava em castellano e pude aproveitar o tempo do metro, que foi imprescindível para poder postar tudo a tempo! ieee, consegui!

Desafio Literário – Livro Emily the Strange

A leitura do livro Emily the Strange foi escolhida para o desafio literário do mês de janeiro por se tratar de um livro fofo que eu tinha lá na estante esperando a minha boa vontade pra ser lido e que calhou super bem com o tema do mês: literatura infanto-juvenil.

Bem, Emily the Strange _ the lost days é um dos livros da série originada partir do personagem Emily, em 1991. Ao contrário do que geralmente acontece o personagem não saiu dos livros e ganhou a simpatia do público. Primeiro Emily foi apenas a figura de uma adolescente meio “dark”, criada por Rob Reger que aparecia em adesivos promocionais de uma empresa gringa e que mais tarde deu origem a série.

O livro começa com Emily despertando totalmente perdida em uma praça, sem saber onde está, e nem mesmo quem é. Pouco a pouco descobre o nome da cidade onde está (que se chama Blackrock) e faz uma amizade meio monosilábica com a garçonete do restaurante El Dungeon, onde acaba “morando”.

O mistério da personagem vai ficando mais interessante a medida que ela tenta lembrar quem é, e o que está fazendo ali. Sua mania de anotar tudo vão nos dando dicas de quem é essa menina “rebelde” e a história fica cada vez mais divertida com a interação dos outros personagens. Quem faz parte imprescindível da trama são seus 4 gatos fofos: Miles, Mystery, Nee Chee e Sabbath, cada um com sua personalidade própria e muito companheiros da sua dona. Uma carta da sua tia avó ajuda a esclarecer um pouco as coisas, mas também serve de aditivo para o enigma que continua presente.

Para mim, a leitura de The lost days valeu a pena primeiro porque é uma história de mistério; segundo porque a personagem é danada de boa: é a adolescente mais sarcástica-maluca-independente-fofa do mundo mundial! E também porque a ilustração é linda e convida sim à leitura (e é tricolor! branco, preto e vermelho!).

Gostei muito do livro também porque me fez lembrar das minhas esquisitices da época dos meus 12, 13 anos, que é justamente a idade dela no livro. E de como eu detestava (leia-se detesto) ser igual a todo mundo. Ao contrário do que eu pensei no começo, Emily the Strange não é um livro de uma garota “rebelde sem causa”, e que incita a somente “ser do contra, por ser do contra”.

É um livro bacana que fala de princípios, de autenticidade, de ser pensante mesmo quando tudo (e todos) parece abobalhar a gente. E sobretudo é um livro que nos lembra de ser criativo e não ficar preso no que os outros vão pensar. Encontrar-se a si mesmo, nessa fase esquisita que é a adolescência e viver essa etapa com toda a fantasia que ela merece.

É um personagem que me fez pensar de verdade no quanto eu gostaria que houvessem menos Justin Bieber, RBD, Hannah Montana, Jonas Brothers…etc, etc…vou parar porque infelizmente a lista é longa.

Mas o que interessa é que o livro Emily the Strange – The lost Days vale a pena ser lido 😉 e eu espero ansiosamente pelo filme que dizem que vai sair em 2012 com Chloe Moretz no papel de Emily.

ps: O livro está em inglês, e confesso que foi bom pra eu ter idéia do quanto preciso voltar  a estudar este idioma porque mesmo essa leitura que não é nada pesada, foi difícil pra mim.