Tarantino que te quero Tarantino

django

Terceiro filme do ano visto no cinema, e uma surpresa muito boa. Não que eu achasse que Tarantino tivesse que surpreender. Na verdade, eu é que fui sem muitas expectativas, mesmo o filme sendo dele. E, uau! Saí super feliz por ter sido convidada pelo marido a ir assistir a mais essa obra prima de Tarantino.

To falando de Django Livre, uma história que toca o tema do preconceito racial, com muito sangue, trilha sonora foda, atuações brilhantes e enredo que me deixou atenta do início ao fim. A vingança dessa vez vem pelo motivo da escravatura e todos os seus absurdos. O estilo western agora veio com força total, no figurino, fotografia, música e tudo mais.

Django-Livre-Quentin-Tarantino-Jamie-Foxx-Christoph-Waltz

1138856 - Django Unchained

django5

A história trata de um escravo liberto (Jamie Foxx) que por seu passado acaba se encontrando com um caçador de recompensas alemão, o Dr. King Schultz (Christoph Waltz) com quem trava uma parceria e com quem vai organizar um plano de resgate de sua esposa  Broomhilda (Kerry Washington), ainda escravizada na fazenda Candyland, do poderoso Calvin Candie (Leonardo diCaprio). Lá os dois acabam levantando as suspeitas de Sthepen (Samuel L. Jackson), o escravo de confiança de Candie. Bom, o restante é coisa de ver. 

Só digo uma coisa: Você não vai se arrepender de assistir!

Ah, parece que Django já teve outras versões, uma em 1966 e outra em 1987  dirigidas por Sergio Corbucci. A versão de Tarantino não é um remake tal qual, há elementos distintos, mas a base é a mesma – vingança e ambientação western. 

 

Um dia para os clichês

Hoje é feriado do Dia do Trabalho celebrado no mundo todo e dedicado não apenas às conquistas, mas sobretudo às inúmeras lutas que são travadas pela garantia dos direitos do trabalhador, por condições dignas de trabalho, melhor qualidade de vida, etc, etc… Por favor, não pensem que eu nem ligo pra tudo isso. Muito ao contrário! Não posso dizer que sou militante, mas estou aí na luta, junto com a galera. Mas é que a vida nos últimos dias tem sido pesada demais e hoje o único que eu quero é descansar a alma e a cabeça (são uma coisa só?) #minutofilosofia#. 

Na onda do relaxamento eu embarquei há umas horas atrás na programação da tarde de hoje da FOX e assisti novamente o filme De Repente 30. Gente, eu fiquei mais leve! Que coisa boa! Estava precisando. Para quem ainda não viu, o filme bobinho é estrelado pela Jennifer Garner e o bonitinho da vez é o Mark Ruffalo. O filme é uma sátira da passagem do tempo e lembra da importância das escolhas feitas pela gente durante o nosso caminho. Tá, claro que fala também do mundo fashion lá das revistas e do mundo publicitário, mas esse não é o meu foco pra falar do filme hoje. O que eu gostei de ver foi a personagem retomando valores importantes, há muito esquecidos por ela e se permitindo “ser adolescente” outra vez.

Tem uma cena em que ela fala do amor pelo amigo para um bando de adolescentes, elas suspiram juntas e depois começam a dançar como loucas no quarto. Caramba! Como é gostoso fazer isso de vez em quando! E tá, eu tenho 32 e não me comporto como uma garota de 13 anos, mas de vez em quando, meu povo, fazer coisas loucas que nos deixam leves e felizes vale a pena, mesmo que isso te faça parecer um pirralho!

Taí, na próxima oportunidade vou bem eu lá dançar na frente do espelho com “azamigas”. E na falta da companhia, pelo menos vou cantar Crazy for You imitando a Madonna debaixo do chuveiro! Ah, os vizinhos vão escutar? Ótimo, adoro platéia! 

Bom começo de trabalho pra nós 😉

Desafio Literário – Livro Emily the Strange

A leitura do livro Emily the Strange foi escolhida para o desafio literário do mês de janeiro por se tratar de um livro fofo que eu tinha lá na estante esperando a minha boa vontade pra ser lido e que calhou super bem com o tema do mês: literatura infanto-juvenil.

Bem, Emily the Strange _ the lost days é um dos livros da série originada partir do personagem Emily, em 1991. Ao contrário do que geralmente acontece o personagem não saiu dos livros e ganhou a simpatia do público. Primeiro Emily foi apenas a figura de uma adolescente meio “dark”, criada por Rob Reger que aparecia em adesivos promocionais de uma empresa gringa e que mais tarde deu origem a série.

O livro começa com Emily despertando totalmente perdida em uma praça, sem saber onde está, e nem mesmo quem é. Pouco a pouco descobre o nome da cidade onde está (que se chama Blackrock) e faz uma amizade meio monosilábica com a garçonete do restaurante El Dungeon, onde acaba “morando”.

O mistério da personagem vai ficando mais interessante a medida que ela tenta lembrar quem é, e o que está fazendo ali. Sua mania de anotar tudo vão nos dando dicas de quem é essa menina “rebelde” e a história fica cada vez mais divertida com a interação dos outros personagens. Quem faz parte imprescindível da trama são seus 4 gatos fofos: Miles, Mystery, Nee Chee e Sabbath, cada um com sua personalidade própria e muito companheiros da sua dona. Uma carta da sua tia avó ajuda a esclarecer um pouco as coisas, mas também serve de aditivo para o enigma que continua presente.

Para mim, a leitura de The lost days valeu a pena primeiro porque é uma história de mistério; segundo porque a personagem é danada de boa: é a adolescente mais sarcástica-maluca-independente-fofa do mundo mundial! E também porque a ilustração é linda e convida sim à leitura (e é tricolor! branco, preto e vermelho!).

Gostei muito do livro também porque me fez lembrar das minhas esquisitices da época dos meus 12, 13 anos, que é justamente a idade dela no livro. E de como eu detestava (leia-se detesto) ser igual a todo mundo. Ao contrário do que eu pensei no começo, Emily the Strange não é um livro de uma garota “rebelde sem causa”, e que incita a somente “ser do contra, por ser do contra”.

É um livro bacana que fala de princípios, de autenticidade, de ser pensante mesmo quando tudo (e todos) parece abobalhar a gente. E sobretudo é um livro que nos lembra de ser criativo e não ficar preso no que os outros vão pensar. Encontrar-se a si mesmo, nessa fase esquisita que é a adolescência e viver essa etapa com toda a fantasia que ela merece.

É um personagem que me fez pensar de verdade no quanto eu gostaria que houvessem menos Justin Bieber, RBD, Hannah Montana, Jonas Brothers…etc, etc…vou parar porque infelizmente a lista é longa.

Mas o que interessa é que o livro Emily the Strange – The lost Days vale a pena ser lido 😉 e eu espero ansiosamente pelo filme que dizem que vai sair em 2012 com Chloe Moretz no papel de Emily.

ps: O livro está em inglês, e confesso que foi bom pra eu ter idéia do quanto preciso voltar  a estudar este idioma porque mesmo essa leitura que não é nada pesada, foi difícil pra mim.